Qual é a finalidade de um estereótipo?

Após a minha entrevista com Patrício, o morador de rua de 43 anos (https://pedroppiovan.wordpress.com/2014/03/22/a-marginalidade-da-marginalidade-uma-vida-em-18-milhoes/), surgiu uma necessidade dentro de mim de investigar a necessidade das pessoas de se enquadrar em certas imagens preconcebidas. No momento em que Patrício só entrou em uma padaria por estar acompanhado comigo, vi que essas imagens preconcebidas nem sempre funcionam de maneira correta.

Junto com a globalização, a produtividade máxima, o melhor desempenho no menor tempo possível, just-in-time, veio também a necessidade de enquadrar pessoas dentro de grupos. Porém, o ser humano não é um objeto material no qual se encaixa perfeitamente em sua imagem concebida, o ser humano é movido por desejos, ambições, necessidades. Assim nasce a criação de estereótipos. A necessidade de enquadrar as pessoas em certas características para o funcionamento mais rápido dos nossos processos.

Primeiramente, vamos definir o que é estereótipo. Temos duas explicações psicossociais, baseadas em psicólogos: “Representações, obviamente, não são criadas por um indivíduo isoladamente. Uma vez criadas, contudo, elas adquirem uma vida própria, circulam, se encontram, se atraem e se repelem e dão oportunidade ao nascimento de novas representações, enquanto velhas representações morrem.” (Moscovici, 2003); e “A distinção entre opinião particular e opinião pública, por legítima que seja, nem por isso resolve a dificuldade, pois uma e outra interferem entre si, de maneira sutil e movediça. A própria opinião pública, domínio de eleição do psicólogo social, tange a um sistema de crenças fortemente enraizadas e cristalizadas, assim ao nível coletivo como ao individual; de outra parte liga-se a processos episódicos afetados de forte contingência, correspondentes ao que se chama ‘a atualidade’ ou ‘as notícias” (Maisonneuve, 1977).

Levando a primeira mais a análise, conjunto com uma análise sobre o povo brasileiro, pode-se perceber que o brasileiro gosta de encaixar pessoas em representações, e criticá-las. Após criada essa representação ou esteriótipo, se encaixa pessoas sobre ele e se fecham em grupos, no qual o povo brasileiro critica sem base teórica, uma crítica preguiçosa e sem baseamento algum. Temos vários exemplos que se aplicam a esse caso, um deles é “político ladrão”. Há a crítica aos políticos sem mesmo sabermos como funciona o sistema eleitoral, como são criadas as leis e mesmo a história do político alvo.

Em conclusão, o povo brasileiro esta muito acostumado em se manter na zona de conforto, criticar os outros baseados em esteriótipos “preguiçosos” e continuar na sua zona de conforto, sem tomar nenhuma attitude para mudar o que critica, mesmo sem base teórica, na maioria dos casos.

Uma boa crítica sempre traz consigo uma proposta de solução, método muito ignorado pelo povo brasileiro. Portanto, a solução que trago junto a essa crítica, é uma parte da letra da música A Estrada da banda Cidade Negra: “Você não sabe o quanto eu caminhei; Pra cehgar até aqui; Percorri milhas e milhas antes de dormir”.

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